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03 outubro 2007

PENSAMENTO DA SEMANA

Nesta segunda-feira acordei meio nostálgico. Uma saudade de tanta coisa, pode ser em virtude da nossa futura viagem – que espero dê certo. Rever a cidade, os amigos, o sotaque Lindo e Tradicional.

O Final de Semana foi muito bom.
Recebi uma graninha e já deixei encaminhado meus pagamentos de outubro. Pior é que não sobrou nada... Putz! Que raiva ser pobre e ganhar pouco!
Mas agradeço por ter família e saúde!
Ainda no ritmo de trabalho, tenho outra graninha pra entrar nos próximos dias, mas essa está com os dias contados. Logo dou mais detalhes.
Essa outra graninha vai integrar nossos planos de viagem.

O que seria do ser humano se não tivesse problemas? Conheço pessoas que os criam para serem felizes.
Por que muito filhos tem problemas de relacionamento com seus pais?
Eu e minha mãe somos assim. Tem vezes que estamos “às mil maravilhas” tem outras que ela “encasqueta” em um assunto e “por Deus”, ninguém merece. Mesmo com a distância, às vezes é difícil manter um diálogo.
Vocês não vão acreditar mas conheço uma mãe que exige que o filho vá morar sozinho (e não é a minha) ou em outro lugar.
"Que se vire!" essa mãe deve pensar.
Não dá pra entender!

Nostalgia:
Tottal Eclipse of the Heart. Imagina acordar cantarolando isso? É de cortar os pulsos. Depois vem os desenhos: Caverna do Dragão, adorava o Vingador e o Mestre dos Magos.
Os seriados: A Super-Máquina, li na semana passada que a Rede NBC está pensando em remontar a séria. Ainda tem o Esquadrão Classe “A” que também era muito bom, BA, Murdoc e Cia, oh tempo bom!

As baladas de Porto Alegre: Open Mind, Glorioso. Na mesma linha a New Looking. O tempo que se dançava coreografado, as luzes, as músicas, que tempo bom que não volta mais.
Ainda lembro do Tajmahal, tradicional balada Dark, que mais tarde virou puteiro, mesmo caminho que teve a Open Mind. As festinhas no Clube Comercial do Sarandi. Se não entrar dança na calçada mesmo.
Mais tarde já nos anos 90, as baladas pela Oswaldo Aranha, com violão nas costas cantando de Guns n’ Roses à Led Zeppelin, as baladas loucas do Ocidente, onde também se dançava na calçada quando a casa estava cheia.
Quase no final da década os últimos tempos da Croco, da Torre lá na Plínio, aquela casa um pouco abaixo que tantas vezes mudou de nome. Ela parecia um porão, um abrigo nuclear. Acho que um deles foi Underground - dos nomes.
A cervejaria Berlim, antro de mulher de todos os tipos e de pagode. Acreditem, eu curtia pagode.
No centro da cidade também tinha muitos inferninhos (baladas) tenebrosas. Tinha o Tablado, o “Maria” (lembra disso Franja?). Assim chamávamos na época. Era muito bom entre outros.
Esses do final da década, curti quase todos na companhia do meu Irmãozão (se é que existe essa palavra) o Thiago, mas ele era continua sendo um irmãozão. Vamos trocar por “brother”. Fica menos chamativo.
Era balada de segunda à segunda.
Estudávamos na Ulbra, em Canoas. Nas sextas-feiras já no caminho pra casa (Porto Alegre) ligávamos pra pizzaria e dava o tempo exato de chegar em casa, às vezes, o motoqueiro já estava nos esperando. Ou nosso amigo O “Dirça” que ficava trocando uma idéia com o motoqueiro até nos chegarmos. (Lembra disso Franja?)
Quando não tínhamos aonde ir, morríamos no Pandora’s mesmo, que ficava na rua ao lado. Lá já conhecíamos o porteiro “Cigano Gay”, a mina do caixa que nem pedia mais o meu RG quando pagava com cheque, enfim, éramos sócios da casa.
Na sociedade também tinha uma pizzaria na rua em frente a Ulbra, em dias de festa fechada no local o garçon arrumava um mesa em qualquer lugar e já vinha aquele balde de geladas. (Lembra disso Franja?).
Pra pagar também não precisava mostrar RG. Sociedade pura.
Ainda na linha pizzaria, na gloriosa Cristovam Colombo, segunda principal avenida de Porto Alegre, porque a primeira é a maravilhora Farrapos. Quem mora lá sabe porque, tinha uma pizzaria que chamava Lausson’s ou coisa assim. Eu e meu brother, uma vez, ficamos com todos os canecos de chopp da casa. Tinha fila e não precisávamos esperar. Só aparecíamos na porta e ele (o nosso garçon) já dizia que havíamos reservado com antecedência. Os demais cliente ficavam furiosos. Era sociedade pura.
Era um tempo muito bom...

Quero voltar e ver o que ainda existe e o que já virou pó. Lá vou lembrar de outros lugares que relato em outra oportunidade.
Agora chega desse saudosismo!

2 comentários:

Tatovargas disse...

Vamos por partes, pois o golpe foi forte!
Não sei se vou conseguir me recuperar, mas vou até onde conseguir!!!
First: "Mãe que exige que o filho vá morar sozinho!" Esse tipo de mãe é a melhor do mundo! Queria que a minha fosse assim!
Mas infelizmente não é e por isso as vezes penso que nasci na família errada! Satisfação, horário, onde vai, que horas volta... isso é FODA!!!
Second: Esquadrão Classe A, Super Máquina... Putz.. Se voltássemos no tempo... Que saudade!!!
Baladas... Baladas e mais baladas... Como vou esquecer???: Maria, Pizzaria, Tablado, Pizzaria, Dirça, Pizzaria...
Éramos felizes e sabíamos!!! Isso que importa!
Mas, infelizmente, grande parte da nossa história, foi apagada. Pizzarias, Choperias, Pandora, Maria, os lugares viraram outras coisas como: estacionamentos, lojas, residências...
Mas o que realmente importa é que nas nossas memórias, nunca, mas nunca mesmo será apagada!
Vamos fazer uma "POWER TOUR", passando por todos os lugares... isso eu faço questão!!!
Como eu disse, o golpe foi forte e vou parar por aqui para me recuperar e torcer para o nosso "Figueirense"!!!
Falo nosso porque todos que jogam contra o inter e nosso segundo clube, pois o primeiro será sempre o imortal Tricolor: GRÊMIO!!!
Hasta luego!!!

Sem Noção disse...

Bah! Ainda hoje sempre que cruzo um desses lugares me vem um recordação.

Estar em Porto Alegre não tem preço.